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Artigo

Prótese caracterizada faz diferença?


Não existe um sorriso considerado universal ou ideal. Nosso objetivo deve ser o de produzir um sorriso balanceado na diversidade de visibilidade que a boca apresenta.
  04/06/2018
  00:03
  Atualizado em 31/01/2019 14:22

Anatomia e esculturas gengivais para prótese total

 

Não existe um sorriso considerado universal ou ideal. Nosso objetivo deve ser o de produzir um sorriso balanceado na diversidade de visibilidade que a boca apresenta.

Existem conceitos fundamentais para a elaboração de trabalhos restauradores protéticos que necessitem de gengivas artificiais. O primeiro é a forma dental, o segundo é o biótipo gengival e o terceiro, a posição dental.

Para obtermos resultados de excelência, buscamos parâmetros estéticos que definam a macroestética como um orientador relacionando dentes, gengiva e características faciais, aplicados na reabilitação do sorriso, o que torna necessária uma relação equilibrada entre os parâmetros biológicos, mecânicos, funcionais e estéticos.

A arquitetura gengival tem um papel importante para a estrutura estética geral, em especial nos pacientes com sorriso gengival alto ou médio. A harmonia entre cor, textura, forma da gengiva artificial é muito importante na aparência do sorriso. Estudaremos as características de gengivas naturais para que possamos aumentar a riqueza de detalhes nas esculturas gengivais em cera, resina ou cerâmica.

Anatomia macroscópica da gengiva: O periodonto é o conjunto dos tecidos que envolvem o dente. O periodonto de proteção ou gengiva é formado pela gengiva marginal livre, inserida e interdental.

Gengiva marginal ou gengiva livre: Circunda os dentes em forma de colarinho.

Ranhura gengival: É uma linha imaginária entre o fundo do sulco gengival e a superfície gengival visível oposta a ele (no nível correspondente à junção cemento-esmalte).

Gengiva inserida: Tem início na ranhura gengival e termina na linha mucogengival (junção mucogengival – JMG).

Gengiva interdental ou papila interdental: É determinada pelas relações de contato entre os dentes e pela largura da superfície proximal.

Mucosa alveolar: É delimitada pela junção mucogengival até o fundo do vestíbulo da boca.

Rugosidades palatinadas: As rugosidades palatinas são formadas no 3o mês de vida intrauterina e não sofrem alteração, exceto de comprimento, devido ao crescimento do palato, permanecendo na mesma posição durante toda a vida.

Função das rugosidades palatinas:

– Facilitar o transporte dos alimentos através da cavidade oral;

– Evitar a perda de alimento da boca;

– Participar na mastigação, percepção gustativa e na tátil devido à presença de receptores;

– Reter a saliva, que é importante para a digestão inicial dos alimentos devido à presença de enzimas;

– Auxiliar na trituração dos alimentos;

– Proteger a mucosa do palato de traumatismos provocados por alimentos;

– Desempenhar um papel na fonação, visto que dispersa as ondas sonoras.

Forma dental e biotipo periodontal: Na busca por uma melhor escultura gengival em trabalhos protéticos como protocolos sobre implante, próteses totais e outros que necessitam de uma porção gengival, diversos autores têm estudado a relação entre a forma dental e o biotipo periodontal a ser confeccionado.

Biotipo periodontal é o conjunto de características das estruturas de suporte e proteção dos dentes, ou seja, do osso e da gengiva e a relação entre a forma da coroa dentária dos dentes anteriores superiores e as características morfológicas da gengiva. Os pacientes que apresentavam dentes mais quadrados possuem faixa de gengiva inserida larga, papilas interdentais mais curtas e curvatura gengival cervical menos acentuada.

Os pacientes que apresentavam dentes mais alongados possuíam faixa de gengiva estreita, papilas interdentais mais alongadas e curvatura gengival cervical mais acentuada.

O conhecimento dessas características tem um impacto importante na escultura da prótese. Dois tipos de biótipo periodontal podem ser encontrados.

Partindo do princípio de termos dois biótipos periodontais com suas características individuais temos:

 

Características do contorno gengival

De forma correspondente ao contorno das bordas incisais, o contorno cervical da gengiva define o contorno superior da arcada dentária. Frequentemente em uma arcada dentária natural percebemos diferenças na altura da margem gengival, que são provenientes de recessões gengivais ou posicionamento anormais dos dentes. A disposição dos dentes na montagem de uma prótese determina alterações no contorno gengival. Geralmente assimetrias pequenas na montagem dos dentes artificiais são aceitáveis e, muitas vezes, trazem um aspecto de mais naturalidade as próteses.

Os fatores sexo, personalidade e idade nos auxiliam na escolha e na montagem de dentes para uma diversidade de pacientes.

O emprego da técnica de confecção de gengivas artificiais aliando a montagem, ou seja, a disposição dos dentes com o contorno gengival é previsível quando feitos diagnóstico e planejamento clínico laboratorial corretos através da comunicação entre o técnico em prótese, o cirurgião-dentista e o paciente. No planejamento estético, os seguintes aspectos devem ser considerados:

– Biotipo periodontal;

– Linha do sorriso e exposição gengival;

– Contorno e zênite gengivais;

– Papila interdental;

– Recessão gengival;

– Coloração.

A escolha do formato dental para a montagem da prótese total tem influência no posicionamento do zênite gengival.

No momento da escultura gengival o incisivo central retangular o zênite geralmente é posicionado na distal; nos dentes ovais e triangulares o posicionamento dos zênites são mais centralizados.

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Autor: Alessandro Aparecido de Almeira Gamero,  Cirurgião-dentista

Fonte: Apdesp

 
Fonte/Autor: http://blog.dentalcremer.com.br/anatomia-e-esculturas-gengivais-para-protese-total/.


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